As "cidades do futuro" pretendem ser verdes, sustentáveis, inteligentes e low cost. Isto já existe. Chama-se "Campo". Frederico Lucas

Friday, September 29, 2006

Constituição de Empresas

O custo para o registo de novas empresas comerciais passou de 200 euros para 500 euros.
Parece-me excessivo, mas não sei justificar se é caro ou barato.

Pergunto-me apenas se faz sentido permitir que o custo do registo comercial seja factor impeditivo ao empreendorismo a população desempregada

4 comments:

al cardoso said...

Nalgum lugar tem que arranjar dinheiro para OTAS e TGVS,


Bom fim de semana.

Dimensão Oculta said...

Esta é a forma encontrada para que desde o iniçio da sua criaçao, a empresa se inicie no mundo dos endividados.
Na minha opinião deveria ser gratuita.Passados 3 anos pagaria então este valor dado que demonstrou ter viabilidade.
Enquanto formos governados por tacanhos, não nos vamos levantar.

Maria said...

Eu vou lançar uma acha prá fogueira.
É meu feitio.
Acho que os desempregados, na sua esmagadora maioria, não têm espírito para (nem querem) ser empresários.
Um desempregado, ou fica desempregado com digamos 40 ou 45 anos, ou não tem emprego porque é recém licenciado.
Há duas formas da entidade patronal tratar destas questões: se são recém licenciados, explora o conhecimento (pouco) dos mesmos por um ordenado abaixo do razoável. Se são gente que já conhece o mundo do trabalho, despede simplesmente.
Aqui bate o ponto: um trabalhador com 40 ou 45 anos de trabalho prestado a outrém não vai querer constituir o seu próprio negócio (na sua maioria), vai é tentar defender o seu posto de trabalho até ao fim. Um recém licenciado, que "tarimba" onde o deixam a troco de uns euros (poucos) sujeita-se... Ele tem que aprender, tem que conhecer e, a não ser que trabalhe num negócio familiar, não se instala no mundo empresarial porque é, de facto, muito difícil.
Já queria ter escrito isto quando o frederico "postou" este texto. Simplesmetes não queria ser eu a "abrir as hostilidades" por razões que ele conhece.
Já está.
Nem todos (aliás muito poucos) são como ele. Arriscam.
A esmagadora maioria do pessoal aque está desempregado quiz tentar defender o seu posto de trabalho, e não têm o espírito "empreendedor" de que fala o Frederico. Mais, se vão para o desemprego com 50 ou mais anos, querem é a reforma (que é/foi o meu caso) (com 39 anos de descontos) para poderem curtir o resto da vida e dos netos ou netos de "plástico".
Eu acho que vou levar tareia com este post. Pelo menos de alguns. Mas é o que eu penso, baseada num conhecimento amplo de alguns desempregados e/ou empregados que conheço...
Abra-se o debate que é para isso que aqui estamos.
Bom trabalho!

Frederico said...

Julgo apenas que antecipei uma tendência.

Os índices de desemprego não deixam alternativa, quando o estado é cada vez menos "paternalista" (expressão tramada!) com os seus cidadãos.

O emprego para toda a vida desapareceu e cada vez mais, temos que estar atentos aos projectos onde podemos participar.

:-)