As "cidades do futuro" pretendem ser verdes, sustentáveis, inteligentes e low cost. Isto já existe. Chama-se "Campo". Frederico Lucas

Monday, January 08, 2007

Elefante perde para o dragão

As comparações com a China não são lisonjeiras para a Índia: o país vizinho e rival lidera hoje em quase todos os indicadores económicos e de desenvolvimento humano. No entanto, os dois países mais populosos do mundo estavam no mesmo patamar em 1984. Eram predominantemente agrícolas e tinham rendimentos «per capita» inferiores a 250 euros. Mas, foi a China quem mais beneficiou da abertura ao comércio mundial. Hoje tem um Produto Interno Bruto (PIB) que é o dobro do indiano. Conseguiu reduzir para 13% a proporção da população que vive com menos de 80 cêntimos ao dia, enquanto que ainda está nos 31% na Índia. Por outro lado, a China atrai 12 vezes mais investimento estrangeiro que a Índia (50 mil milhões de euros «versus» 4 mil milhões de euros). Porque foi possível à China ter disparado no crescimento económico e o país fundado por Gandhi ter ficado a marcar passo? O ministro indiano das Finanças, P. Chidambaram, dizia no final de 2005 à revista ‘Fortune’ que o fraco desempenho do seu país nas duas últimas décadas se deve à lentidão em reestruturar empresas públicas não lucrativas e à tardia abertura ao exterior. “Tentamos todos os dias, mas nós somos uma democracia. Temos imprensa livre. Nós só conseguimos dar pequenos passos que parecem lentos em relação à China. Para avançar, tenho de carregar com os meus parceiros de coligação e com a oposição”, referiu à revista americana.

in EXPRESSO

2 comments:

MJTovar said...

«As comparações com a China não são lisonjeiras para a Índia»
Então os direitos humanos?
Então a democracia? Então e o Tibete?
Não são ponderados?
A economia não constitui, no fundo, uma forma dos humanos se relacionarem? Como é que se podem fazer comparações «económicas» deixando de lado os factores humanos?

Frederico said...

Cara Maria José Tovar,
Quero agradecer-lhe a visita e o texto que tivemos o prazer de publicar numa perspectiva de novas oportunidades de empreendedorismo.

Quanto a este texto, só podemos dar razão. E, enquanto consumidores temos que ser criteriosos quanto à responsabilidade social das empresas nesses países.


Um abraço