As "cidades do futuro" pretendem ser verdes, sustentáveis, inteligentes e low cost. Isto já existe. Chama-se "Campo". Frederico Lucas

Friday, November 27, 2009

População portuguesa estagnada, interior cada vez mais despovoado

No ano passado a população portuguesa praticamente estagnou, com um crescimento de 0,09%. Os dados do Instituto Nacional de Estatística divulgados nos Anuários Estatísticos Regionais mostram que essa evolução foi muito desigual e foi raro o concelho do interior que não perdeu população.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) conta 195 municípios que perderam população no último ano. Quase todos estes casos ficam no interior do país. Na grande maioria, a perda de pessoas deve-se a resultados negativos na taxa de crescimento natural, ou seja, mais mortes do que nascimentos.

Ao contrário do interior, a maioria dos municípios do litoral viram a população aumentar em 2008 - o litoral alentejano é uma excepção. Pampilhosa da Serra, Gavião e Almeida, são, no Continente, os concelhos que mais pessoas perderam no ano passado. Na lista de concelhos com descidas na população destaca-se, claramente, o interior do país.

No Litoral, Lisboa e Porto são, no entanto, algumas das excepções. A capital terá tido uma descida de 2,05% na população. Com menos 2,61%, o Porto é o sexto concelho do país onde se perderam mais habitantes. Sesimbra, Alcochete e Mafra (na Área Metropolitana de Lisboa) registaram os maiores crescimentos populacionais (acima de 3%). Esses aumentos devem-se sobretudo à taxa de crescimento migratória.

As migrações internas e externas foram aliás as principais responsáveis pelos crescimentos populacionais registados, segundo o INE, em 113 municípios.

A TSF contactou o presidente da câmara que, segundo o INE, mais perdeu população em 2008. O autarca de Pampilhosa da Serra não acredita nos números do INE e contrapõe com a evolução positiva dos eleitores registados.

José Brito diz que foi possível arranjar emprego e fixar a maioria dos jovens no concelho. A existir desertificação no interior do país, ela deve-se, de acordo com o presidente de câmara, à falta de investimento dos sucessivos governos, por exemplo, naquela parte da região Centro.

Contactado pela TSF, o Instituto Nacional de Estatística explica que o cálculo da evolução da população é feito com base no saldo natural (nados vivos menos óbitos) e no saldo migratório estimado (calculado com base em inúmeras fontes).

Os valores são provisórios e podem ser corrigidos no próximo recenseamento, mas o INE explica que o «recurso a estas fontes permite quantificar, de forma precisa, o saldo natural (devido à obrigatoriedade do registo dos nados vivos e óbitos), e analisar tendências que permitem estimar os saldos migratórios anuais».

Taxa de crescimento efectivo da população 2008
Os concelhos que mais pessoas perderam
Pampilhosa da Serra - 3,06%
Gavião - 2,82%
Almeida - 2,78% Os concelhos que mais pessoas ganharam
Sesimbra + 4,16%
Alcochete + 3,80
Mafra + 3,09


in tsf.pt, Nuno Guedes

Friday, November 13, 2009

Sustentabilidade na primeira pessoa

Com a realização da Conferencia Climática de Copenhaga, de 7 a 18 de Dezembro a questão da sustentabilidade ambiental está muito presente nos discursos em geral.

É certo que problemas de dimensão global – como as alterações climáticas ou a falta de água – necessitam de um compromisso prático global e por isso, necessariamente, do empenho dos agentes e lideres políticos e económicos mundiais.

Mas exige igualmente uma acção e pressão quotidianas de cada um – individualmente ou em grupo.

Desde a escolha dos produtos, à redução do desperdício, passando pela racionalização do consumo, tudo isso pode ter um impacto tão significativo na diminuição da pegada ecológica humana quanto eventuais politicas exercidas de cima.

Lado a lado devem seguir medidas que solucionem problemas que já enfrentamos e o reconsiderar das nossas práticas de consumo.

São muitos os produtos produzidos e adquiridos que vão para o lixo sem muitas vezes terem sequer exercido a acção para que foram criados. Exigimos à terra recursos para os produzir e depois esperamos o seu desaparecimento, dispensando os seus efeitos incómodos (lixeiras, poluição atmosférica e da água, ...)

Porque continuamos a insistir no aumento da produção (mesmo que "verde") em vez de reduzirmos o consumo? Não começará a real sustentabilidade neste último?

Não será a sustentabilidade mais rapidamente alcançada se actuarmos nas nossas práticas de consumo tanto quanto investimos em “produtos verdes”ou “energias limpas”?

Algumas propostas de práticas...

Adquirir apenas os produtos que realmente necessitamos

Consumir produtos de proximidade local – evita gastos inerentes ao transporte

Consumir cada produto até à última gota – cremes, detergentes, shampoo, comida, ...

Adquirir apenas a comida que consumimos

Evitar ter vários aparelhos que se sobrepõem ligados ao mesmo tempo – televisão, computador, aparelhagem

Optar por equipamentos eléctricos eficientes

Prolongar o tempo de utilização de roupas, equipamentos, móveis

Não deixar os equipamentos em stand by

Utilizar lâmpadas economizadoras

Retirar os carregadores das fichas depois de carregados os equipamentos

Desligar luzes e equipamentos nas divisões que não estão a ser utilizadas

Tomar duche em vez de banho de imersão

Utilizar redutores de caudal de água

Usar a carga máxima nas máquinas de lavar loiça e roupa

Aproveitar a água do duche enquanto se espera que fique quente

Utilizar a água de lavar os legumes para regar plantas

Regular o aquecimento para 20ºc e desligar em períodos de ausência e durante a noite

Adquirir os produtos com menos embalagens

...

Para os curiosos: http://sustentabilidade.usabilidade.org/